Palestina insistirá em relatório sobre crime de guerra

Diplomatas palestinos disseram hoje que vão assegurar que o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os crimes de guerra cometidos durante a ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza "permanecerá vivo", apesar de terem concordado em adiar a votação pelo Conselho de Direitos Humanos, que repassaria o documento para a Assembleia Geral para que novas ações fossem tomadas.

AE-AP, Agencia Estado

02 Outubro 2009 | 17h23

O vice-embaixador palestino, Imad Zuhairi, disse hoje que o adiamento foi o resultado do desejo de seu governo de construir um amplo apoio internacional para a tomada de ações no ano que vem. "Isto não é uma vitória de Israel", disse Zuhairi. "O relatório está aqui e vamos assegurar que ele se mantenha vivo".

Graduados funcionários palestinos e norte-americanos em Ramallah e em Washington, falando em condição de anonimato, disseram que a decisão palestina foi tomada após forte pressão dos Estados Unidos e de uma advertência de que seguir com a resolução poderia prejudicar o processo de paz no Oriente Médio.

A investigação, liderada pelo ex-juiz sul-africano, Richard Goldstone, concluiu, no relatório de 575 páginas, que tanto as forças israelenses como os militantes palestinos cometeram crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade durante o conflito ocorrido entre 27 de dezembro e 18 de janeiro na Faixa de Gaza.

Esperava-se que o Conselho de Direitos Humanos, integrado por 47 países, aprovasse a resolução nesta semana, o que teria deixado os oficiais israelenses mais perto de um processo no Tribunal Penal Internacional em Haia. Mas o conselho decidiu adiar a decisão até março após "intensos esforços diplomáticos" dos Estados Unidos.

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