ABBAS MOMANI / AFP
ABBAS MOMANI / AFP

Palestina recebe 100 mil doses de vacina chinesa contra a covid-19

Carregamento da Sinopharm é doação do governo chinês e foi o maior lote que chegou à região de 5,2 milhões de habitantes

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2021 | 15h00

RAMALLAH - A Palestina recebeu nesta segunda-feira, 29, 100 mil doses da vacina chinesa Sinopharm. É o maior lote de imunizantes contra o coronavírus que a região recebeu desde o início da pandemia. 

"Contribuirá muito para acelerar a campanha de vacinação", disse a ministra palestina da Saúde, Mai al-Kaila, que havia alertado que o número de infecções havia aumentado na Cisjordânia.

As autoridades de saúde palestinas organizam uma campanha de vacinação limitada entre as 5,2 milhões de pessoas que vivem na Cisjordânia e em Gaza usando vacinas fornecidas por Israel, Rússia, Emirados Árabes Unidos e pela iniciativa global de compartilhamento de vacinas Covax. 

“Continuaremos (vacinando) nossa equipe médica nas clínicas do setor público e privado, dentistas, farmacêuticos e outras categorias que têm contato imediato com a população”, disse Kaila à Reuters.

As doses doadas "representam a promessa feita pela China de colocar as vacinas a serviço do mundo e apoiar plenamente os esforços da Autoridade Palestina em sua luta contra o coronavírus", disse o embaixador chinês junto à Autoridade Palestina, Guo Wei, em coletiva de imprensa em Ramallah.

No dia 21 de março, a Autoridade Palestina lançou a vacinação de pessoas com mais de 75 anos e alguns doentes, poucos dias após ter recebido um primeiro lote de 60 mil vacinas anticovid da iniciativa global de compartilhamento de vacinas Covax. Mais de 20 mil dessas 60 mil doses foram transferidas para a Faixa de Gaza, um enclave palestino sob bloqueio israelense.

 As utoridades locais de saúde relataram 227.808 casos de coronavírus e 2.511 mortes desde o início da pandemia.  / AFP e Reuters 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.