Palestino detona bomba ao ser cercado por soldados israelenses

Um palestino cometeu um atentado suicida nesta quinta-feira, no vilarejo de Baka al-Sharkiyeh, que fica na fronteira entre a Cisjordânia e Israel. O homem detonou explosivos amarrados ao seu corpo quando um esquadrão antiterrorismo israelense cercou seu esconderijo. O palestino morreu e dois soldados israelenses ficaram feridos por causa da explosão. Forças de segurança israelenses estavam em alerta máximo desde quarta-feira, depois de terem sido avisados de que um militante palestino estava a caminho de Israel para cometer um atentado suicida. O tenente-coronel Amos Yaakov confirmou que o palestino foi morto e que o alerta de segurança havia sido cancelado depois da explosão. O ministro da Defesa de Israel, Binyamin Ben Eliezer, disse que esperava por uma escalada entre palestinos e israelenses e acreditava que os ataques contra judeus aumentariam. Ben-Eliezer acredita até mesmo na possibilidade de um ataque com antraz em Israel. Israel acusa o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, de não tomar as medidas necessárias para conter os atentados terroristas. "A Autoridade Palestina não faz nada para acabar com o terrorismo", disse Ben-ELiezer à Rádio Israel nesta quinta-feira. Para o ministro de Defesa judeu, a Autoridade Palestina e Arafat usam o terrorismo como estratégia. O líder palestino, por sua vez, diz que é difícil conter os militantes e até mesmo prendê-los enquanto tropas e tanques israelenses estiverem realizando incursões em território palestino. Forças judias invadiram seis cidades palestinas depois do assassinato do ministro do Turismo israelense, Rehavam Zeevi, em 17 de outubro. Os soldados de Israel já deixaram quatro cidades, Ramallah, Qalqilya, Beit Jala e Belém, mas ainda permanecem em Jenin e Tulkarem.

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