REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

Palestino é atingido no rosto por lata de gás lacrimogêneo lançada por soldado israelense

Projétil acertou Haitham Abu Sabla quando ele observava palestinos que jogavam pedras durante protestos no leste da cidade de Khan Younis

O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 15h25

CIDADE DE GAZA - Um palestino respira com ajuda de aparelhos em um hospital de Gaza nesta sexta-feira, 8, após ser atingido no rosto por uma lata de gás lacrimogêneo lançada por um soldado israelense.

O governo israelense afirma que utiliza gás lacrimogêneo como medida não letal contra os protestos na fronteira com Gaza. 

Mas o projétil, lançado por um soldado do lado israelense da fronteira, acertou Haitham Abu Sabla no rosto quando ele observada palestinos que jogavam pedras durante protestos no leste da cidade de Khan Younis, segundo testemunhas. 

Como é possível ver nas fotografias da agência Reuters, o jovem de 23 anos se desequilibra, com a camiseta coberta de sangue e a lata de gás lacrimogêneo alojada em sua face, antes de desmaiar. 

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Um funcionário do hospital em Gaza afirmou que Abu Sabla foi colocado em coma respirando por aparelhos após a lata ter sido removida durante uma cirurgia. 

"Um soldado israelense veio em um jeep militar e atirou as bombas de gás e os participantes do protestos começaram a correr. Um deles tinha uma lata de gás saindo da sua face. Ele correu diretamente na minha direção", afirmou o fotógrafo Ibraheem Abu Mustafa, que capturou a imagem. Ele lembra que começou a tirar as fotos antes de Abu Sabla cair e ser socorrido pelos médicos. 

"Era uma imagem assustadora, um homem com uma lata e muita fumaça saindo de sua face", disse. 

Um porta-voz do Exército israelense não comentou imediatamente o ferimento de Abu Sabla. Mais cedo, ele havia enviado à Reuters um comunicado dizendo que as tropas usariam a força necessária para impedir que cerca de 10 mil palestinos representassem ameaça de infiltração armada em Israel. 

O irmão mais velho de Abu Sabla, Mahmoud, disse que ambos frequentam regularmente os protestos contra Israel, iniciados em 30 de maçro e nos quais pelo menos 123 palestinos já foram mortos por forças israelenses, de acordo com fontes médicas em Gaza. "É uma obrigação para nós comparecer (nos protestos). Nunca perdemos uma sexta-feira", disse Mahmoud. / REUTERS 

 

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