Palestino mata mulher em assentamento judaico

O exército israelense confirmou hoje o assassinato de uma mulher em um assentamento judaico por um palestino, ontem à noite. O palestino atravessou uma cerca metálica e entrou no assentamento de Mehora, no Vale do Jordão, na Cisjordânia, onde matou um mulher e feriu seu marido antes de ser abatido. Ele usava um fuzil automático e disparou contra um automóvel e feriu seu motorista. Em seguida, matou a esposa do homem quando ela saía da casa para ver o que estava acontecendo. Soldados que se encontravam na vizinhança mataram o atacante, afirmou o exército. Os dois filhos do casal, de três anos e três meses respectivamente, foram resgatados por vizinhos em meio ao tiroteio, disseram colonos do assentamento. O palestino levava uma divisa da Brigada de Mártires de Al-Aqsa, um milícia leal ao movimento Fatah, do dirigente palestino Yasser Arafat e, além do fuzil, tinha também algumas granadas. Uma destas aparentemente explodiu ao ser atingida por um projétil, disse um porta-voz militar. Fontes da milícia islâmica Hamas disseram, no entanto, que o palestino pertencia ao grupo. Washington Em Washington, o diretor da CIA, George Tenet, recebeu o ministro do Interior da Autoridade Palestina, Abdel Razak Yehiyeh, para discutir assuntos de segurança. Uma delegação palestina de alto nível está em Washington há vários dias para discutir como pôr fim à violência e reformar a administração palestina. Yehiyeh apresentou a Tenet uma plano para melhorar e reforçar a segurança, disseram fontes palestinas anônimas. Por outro lado, Nabil Abu Rdeneh, um assessor do líder Yasser Arafat, disse que a Autoridade Palestina não terá condições de adotar reformas enquanto as tropas israelenses continuarem em terras palestinas.

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