Palestino preso em Israel pede ato pró independência

O líder palestino preso em Israel Marwan Barghouti pediu que "milhões" marchem pelas ruas em apoio ao pedido de independência palestina, que deve acontecer em setembro, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo uma carta publicada por seus advogados hoje.

AE, Agência Estado

20 de julho de 2011 | 13h20

Com suas declarações, Barghouti tornou-se a voz mais proeminente a convocar grandes manifestações ligadas à votação na ONU. Israel teme que os protestos se tornem violentos, particularmente por causa dos levantes que têm varrido o mundo árabe neste ano.

Com a paralisação das negociações de paz desde 2008 e sem sinais de que serão retomadas em breve, os palestinos disseram que pedirão na ONU uma votação em favor de sua independência. A aprovação na Assembleia Geral seria simbólica e teria pouco efeito prático, mas os palestinos acreditam que o endosso internacional representaria uma forte pressão para que Israel saia dos territórios ocupados.

Barghouti disse que a visão dos manifestantes com a bandeira palestina nos territórios palestinos e em todo o mundo vai reforçar o apoio à causa. "Eu convoco nosso povo em nossa terra natal e na diáspora a marcharem, pacificamente, aos milhões, durante a semana de votação da ONU", disse ele em carta publicada em jornais palestinos. Uma cópia também foi enviada à AP.

Barghouti, de 51 anos, talvez seja o mais conhecido prisioneiro palestino detido por Israel. Ele cumpre cinco sentenças de prisão perpétua por sua participação em levantes armados na última década. Seu nome sempre é citado quando se discute troca de prisioneiros e ele é visto como um futuro concorrente à presidência palestina.

A mulher de Barghouti, Fadwa, disse que seu marido ditou a mensagem para seus advogados durante uma visita recente. Não está claro como a convocação de Barghouti vai evoluir, já que as manifestações vão depender da organização de ativistas pró-palestinos. As informações são da Associated Press.

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