Palestinos começam a votar em eleições municipais

Apenas moradores da Cisjordânia poderão participar do pleito; Faixa de Gaza fica de fora

O Estado de S.Paulo

13 Maio 2017 | 04h41

RAMALA - Os palestinos começaram a votar neste sábado, 13, eleições municipais que serão realizadas somente na Cisjordânia e não na Faixa de Gaza, um símbolo da divisão política do país. 

Centenas de colégios eleitorais abriram na manhã de sábado na Cisjordânia, território palestino ocupado há 50 anos pelo Exército de Israel. "Já era hora de podermos decidir em nossa cidade e em nosso país", disse Dona Kafri, que votou no bairro de Al Tireh, em Ramala, onde fica a sede da Autoridade Palestina, liderada Mahmoud Abbas. 

As últimas eleições presidenciais ocorreram em 2005. O mandato do presidente Abbas, encerrado em 2009, segue em curso por falta de acordo com o movimento islamista Hamas. Desde 2007, o Hamas controla a Faixa de Gaza e a Autoridade Palestina dirige a Cisjordânia. 

"É importante que cada um traga sua voz", mas os eleitos "terão que assumir suas responsbailidades", explica Rami Nazal, funcionário da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA). Ele votou em uma escola no bairro de Ain Mesbah, em uma das numerosas colinas de Ramala. 

Hicham Kheil, responsável pela comissão eleitoral, explicou que em 180 circunscrições, a maior parte vilarejos, já se conhecem os resultados porque os habitantes combinaram de apresentar uma lista apenas. 

Gaza. Depois de um longo processo judicial, o Alto Tribunal de Justiça Palestino rechaçou a votação no território. A exclusão da Gaza da votação, onde vivem dois milhões de pessoas, é um fracasso nos esforços de reconciliação entre os palestions.

Apesar disso, segundo Zina Masri, que votou antes de ir trabalhar, "ter eleições municipais é melhor que nada" em um país onde "a situação é distinta que do resto do mundo". / AFP

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