Maya Alleruzzo/AP
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Palestinos criticam posição democrata sobre Jerusalém

Partido do presidente dos EUA incluiu em sua plataforma de governo o reconhecimento da cidade como capital de Israel

Agência Estado

06 de setembro de 2012 | 12h00

RAMALLAH - Políticos palestinos criticaram nesta quinta-feira a decisão de Partido Democrata de incluir em sua plataforma de governo o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. Nabil Abu Rudeina, conselheiro do presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, qualificou a decisão do Partido Democrata como "propaganda eleitoral".

 

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Segundo ele, o não reconhecimento à reivindicação palestina de ter Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado "destruiria o processo de paz" e levaria a uma "guerra interminável". O reconhecimento foi reincorporado na quarta-feira à plataforma democrata. Segundo o texto, "Jerusalém é e continuará a ser a capital de Israel".

 

Na terça-feira, o reconhecimento havia sido retirado do documento, o que levou os republicanos a colocarem em dúvida o apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Israel. Oficialmente, a política externa norte-americana considera o status de Jerusalém uma questão a ser resolvida por meio de negociações.

 

Tanto israelenses quanto palestinos reivindicam Jerusalém como capital. A cidade, sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos, foi capturada por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. O governo israelense anexou a cidade e a declarou sua capital "eterna e indivisível". As iniciativas israelenses, no entanto, são rechaçadas pela comunidade internacional, que defende uma solução negociada.

 

Os palestinos reivindicam o setor árabe da cidade, conhecido como Jerusalém Oriental, como capital de seu futuro Estado independente e soberano. Autoridades israelenses não comentaram o assunto.

 

As informações são da Associated Press

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