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Palestinos dizem ter 8 votos na ONU, um do Brasil

Ministro das Relações Exteriores disse ter garantido votos Nigéria e Gabão; EUA prometem veto

AE, Agência Estado

29 Setembro 2011 | 09h55

RAMALLAH - Os palestinos já garantiram oito votos no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em seu pedido para tornarem-se membros do organismo internacional, um a menos que os nove necessários, disse nesta quinta-feira, 29, o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Malki. Um deles é do Brasil, afirmou.

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Falando a repórteres em Ramallah, Riyad al-Malki disse ter recebido garantias de mais dois países - Nigéria e Gabão - de que eles serão favoráveis ao pedido dos palestinos para tornarem-se membros plenos da ONU. "Temos oito votos pela Palestina no Conselho de Segurança", disse ele. "Estamos trabalhando duro por um nono e um décimo votos."

Malki disse que os palestinos têm garantias de votos "sim" de Líbano, Rússia, China, Índia, África do Sul e Brasil, além das novas confirmações de Nigéria e Gabão. "Nós estamos trabalhando com Bósnia, Colômbia e Portugal", acrescentou. O ministro pretende visitar a Bósnia em breve, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, fará escalas em Colômbia, Portugal, Honduras e República Dominicana durante um giro em outubro. Abbas também falará em Estrasburgo em 6 de outubro, segundo o ministro.

Os palestinos precisam de pelo menos nove votos no Conselho de Segurança a favor de sua campanha para o Estado palestino tornar-se membro pleno da Assembleia Geral da ONU. Mesmo com esses votos, porém, os Estados Unidos já afirmaram que usarão seu poder de veto para bloquear a requisição. De qualquer maneira, os palestinos buscam a vitória diplomática de assegurar a maioria no CS.

Abbas entregou a solicitação na sexta-feira, pouco após discursar na Assembleia Geral. O CS enviou o pedido para um comitê que deve se reunir na sexta-feira. A medida foi criticada por Washington e dividiu os membros da União Europeia.

Os EUA e Israel defendem que o Estado palestino seja formado apenas através de negociações com os israelenses, que estão paralisadas.

 

 

As informações são da Dow Jones.

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