Palestinos e israelenses devem ficar separados, diz oficial da OLP

Não incluir minorias nos Estados é de interesse dos dois povos, afirma enviado palestino aos EUA

estadão.com.br

14 Setembro 2011 | 16h04

JERUSALÉM - O futuro Estado palestino não incluirá uma minoria de judeus, já os interesses de Israel e dos palestinos é que os povos "fiquem separados", disse nesta quarta-feira, 14, Maen Areikat, enviado da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) aos Estados Unidos, ao jornal USA Today, citado pelo Haaretz.

 

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Os comentários do diplomata são publicados dias antes de o presidente da Autoridade Nacional Palestina (AP), Mahmoud Abbas, levar à Assembleia Geral das Nações Unidas no final do mês uma requisição pelo reconhecimento de um Estado palestino independente. Vários países já demonstraram apoio ao projeto.

 

Questionado sobre o status legal dos judeus no futuro Estado, Areikat rejeitou o assunto. "Acredito que precisemos ser todos separados. Acho que esse tipo de ponto deve ser tratado no futuro", disse. "Com a experiência dos últimos 44 anos, de ocupações militares e todos os conflitos, creio que a separação seja do interesse dos dois povos", continuou.

 

A proposta palestina foi prontamente rejeitada por Israel, que não aceita o Estado palestino. Nesta quarta, o Estado judeu lançou um vídeo em resposta à campanha palestina. Nas imagens, o ex-chanceler Danny Ayalon afirma que os palestinos sempre disseram "não" aos israelenses, e que isso não mudaria agora.

 

O governo dos Estados Unidos, aliado de Israel, se opõe abertamente às busca dos palestinos, argumentando que o reconhecimento unilateral da independência palestina prejudicaria seriamente as conversas de paz na região. As autoridades americanas chegaram a ameaçar com o corte de ajuda financeira caso os palestinos não desistam do reconhecimento de seu Estado.

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