Palestinos entram em confronto com tropas de Israel a caminho das rezas do Ramadã

Centenas de palestinos entraram em confronto com forças de Israel em cinco postos de controle ao redor de Jerusalém após serem impedidos de entrar na cidade para rezas, em razão do mês do Ramadã. Jerusalém é a terceira cidade mais sagrada para os muçulmanosSoldados dispersaram as multidões com granadas de fumaça, gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água. Em um dos postos de controle, do lado de fora de Jerusalém, protestantes desesperados usaram uma torre de metal para escalar o enorme muro de concreto que isola a cidade. O porta-voz da polícia de Israel Shmuel Ben-Ruby disse que policiais da fronteira fizeram seis prisões. Não há informações sobre feridos. Os palestinos estavam a caminho da mesquita Al-Aqsa em Jerusalém. Sexta-feira é o dia da semana sagrado para os muçulmanos, e participar das rezas da mesquita da Al-Aqsa durante o mês do Ramadã é considerado uma honra especial.Israel não permite que homens palestinos com menos de 40 anos participem das rezas do Ramadã, alegando questões de segurança. Homens jovens, revoltados com a proibição da entrada na cidade jogaram pedras nos policiais, afirmou Ben-Ruby. Confrontos foram registrados em cinco postos de controle ao redor de Jerusalém e perto de Nablus, no norte da Cisjordânia, onde aproximadamente 3 mil fiéis se reuniram para fazer a longa jornada até Jerusalém. No posto de controle de Aram, homens usaram torres de metal e cordas para escalar o muro de oito metros de concreto. Testemunhas afirmam que cerca de 200 pessoas conseguiram pular o muro, mas Ben-Ruby disse que ninguém conseguiu entrar em Jerusalém, Muitos se feriram no arame farpado, enquanto alguns forma presos, afirmou o porta-voz. Israel vem construindo a barreira na fronteira com a Cisjordânia, sob a alegação de que ela é necessária para manter agressores fora do país. Os palestinos condenam a barreira como uma tomada de território, pois ela freqüentemente adentra o território da Cisjordânia. Israel já construiu mais de metade da barreira, que deve ter 700 quilômetros de extensão.

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