Palestinos fazem novos ataques contra povoado de Sderot

Milicianos palestinos dispararam dez foguetes Qassam da faixa autônoma de Gaza contra Israel e quatro deles caíram na cidade de Sderot, sem conseqüências, nesta segunda-feira.O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, que mora em Sderot, ordenou no domingo à noite às Forças Armadas um período de espera de 48 horas antes de iniciar uma campanha intensiva contra os milicianos para que suspendam os ataques contra a população civil.Através de um sistema de alarme chamado "shahar adom" (aurora vermelha), os habitantes de Sderot são alertados quando um foguete é lançado, mas muitos deles não têm onde se esconder, o que espalha o pânico entre a população. Algumas famílias se mudaram para outras localidades.Caso os ataques continuem, as Forças Armadas planejam intensificar suas operações "e não haverá imunidade para ninguém, qualquer que seja sua posição", advertiu Peretz após analisar os planos de ação propostos pelos comandantes.A campanha não incluiria operações terrestres em Gaza, de onde o Exército israelense se retirou em 12 de setembro de 2005, mas haverá ações contra milicianos e dirigentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), cujo braço armado, as Brigadas de Izz al-Din al-Qassam, retomaram suas operações contra Israel após um período de calma de quase 18 meses.Desde sexta-feira, quando um projétil da artilharia israelense caiu em uma praia de Beit Lahia, no norte de Gaza, e matou sete palestinos, todos da mesma família, os milicianos dispararam mais de cinqüenta foguetes Qassam, que deixaram pelo menos dois feridos.Após a reunião de Peretz com os comandantes das Forças Armadas, milicianos palestinos de Ramala, na Cisjordânia, dispararam contra um carro e mataram seu motorista, um morador árabe de Jerusalém Oriental. Um passageiro do carro ficou ferido.As escolas de Sderot não abriram hoje, pelo segundo dia consecutivo. A cidade está a apenas sete quilômetros do norte de Gaza, de onde os palestinos disparam esses foguetes artesanais e portáteis que, devido à sua imprecisão, deixam a população em pânico.Após o grave incidente na praia palestina, cujas circunstâncias ainda estão sendo investigadas, o braço armado do Hamas se somou aos milicianos da Jihad Islâmica e dos Comitês Populares da Resistência."Continuaremos disparando contra Sderot até transformá-la em uma cidade fantasma e até que o último habitante saia de lá", afirmaram as Brigadas.O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ismail Haniyeh, do Hamas, pediu aos milicianos deste movimento que se contenham, mas, aparentemente, há divergências entre eles."Temos muitas possibilidades e meios suficientes, e os empregaremos contra os que estiverem implicados nos ataques, independentemente de quem sejam", afirmou Peretz, ao fixar um prazo de 48 horas para que os milicianos do Hamas e das demais facções suspendessem os ataques contra a população civil.A primeira etapa da campanha militar israelense devia ter começado no domingo à noite, mas Peretz ordenou que o prazo fosse estendido, o que irritou alguns chefes militares, segundo a rádio pública.

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