Palestinos fazem passeata de apoio a Arafat

Milhares de palestinos fizeram passeata neste domingo em apoio ao líder Yasser Arafat, que continua cercado por tanques israelenses em seu escritório na sede do governo. Um tanque israelense encalhou em uma rua de Ramallah, e ocorreu um tiroteio entre os soldados e um grupo de milicianos palestinos. Cinco palestinos ficaram feridos, segundo as autoridades locais. Em Ramallah, centenas de jornalistas e acadêmicos palestinos que apoiam o movimento Fatah, de Arafat, foram até o centro de transmissão palestino, destruído no sábado em uma explosão. Segundo um panfleto da Fatah distribuído pelos manifestantes, a marcha visava "defender os territórios palestinos e defender nosso presidente Arafat". Na Cidade de Gaza, milhares de simpatizantes, a maioria membros da Fatah, dirigiam-se ao escritório de Arafat situado à beira-mar, embora o líder palestino não tenha podido trabalhar ali durante quase dois meses. Os israelenses não têm permitido que Arafat saia de Ramallah desde o início de dezembro e insistem em que o líder palestino deve tomar medidas mais contundentes contra o terrorismo, como deter os suspeitos de assassinar o ministro do Turismo israelense em outubro. Na sexta-feira, os israelenses intensificaram o cerco a Arafat, depois de um ataque terrorista em que seis civis israelenses morreram pelo fogo de um palestino em uma festa familiar na cidade de Hadera. Israel obstruiu a entrada nos escritórios de Arafat em Ramallah com tanques, jeeps e carros blindados. A imprensa israelense especula que o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon tenta desmantelar sistematicamente a Autoridade Nacional Palestina. Neste domingo, vários jornais afirmaram que Arafat deve renunciar ou fugir dos territórios palestinos. No entanto, o porta-voz de Arafat, Nabil Aburdeneh, descartou as especulações e disse que "o governo israelense vive com ilusões e está tentando transferir essas ilusões ao povo palestino. Os israelenses estão usando a guerra psicológica contra os palestinos, impondo a Arafat um cerco humilhante", acrescentou.

Agencia Estado,

20 Janeiro 2002 | 12h49

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.