Palestinos lançam dois foguetes Qassam contra Israel

Milicianos palestinos da Faixa de Gaza lançaram nesta sexta-feira dois foguetes Qassam contra a cidade israelense de Sderot, aparentemente em represália pela morte de seis palestinos em uma operação militar do Estado judeu em Ramallah.Dois dos palestinos, não identificados, morreram esta madrugada no hospital de Ramallah em decorrência dos ferimentos.Fontes da cidade de Sderot indicaram que pelo menos dois moradores da localidade, vizinha da Faixa de Gaza, ficaram feridos e que um dos projéteis atingiu um edifício.O Exército israelense matou nesta quinta-feira seis moradores de Ramallah, civis e agentes de segurança, durante uma operação qualificada como "de rotina", para prender um miliciano procurado em um edifício comercial de Ramallah.As autoridades militares alegaram que os soldados israelenses "dispararam apenas contra pessoas armadas".Os efetivos israelenses entraram em Ramallah durante o dia, pouco antes de uma reunião na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh entre o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que não tinha conhecimento desta operação militar, e o presidente egípcio, Hosni Mubarak, que a condenou energicamente.O Egito é o principal mediador do mundo árabe entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Mahmoud Abbas, para retomar o processo de paz entre ambos os povos, e também para a troca de um soldado israelense por prisioneiros palestinos. As fontes israelenses admitiram que a operação no centro de Ramallah "complicou-se" e os soldados que procuravam pelo miliciano, identificado como Rabia Hamed, foram recebidos por bombas incendiárias e pedras.Durante a mesma operação, 18 palestinos ficaram feridos, assim como quatro soldados, um dos quais foi encaminhado a um hospital, segundo fontes de Ramallah.Hamed, membro das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, filiadas ao Fatah, estava em um edifício comercial nas proximidades da praça Al Manara,no centro de Ramallah, e foi ferido no tiroteio.Algumas fontes palestinas afirmaram que o miliciano conseguiu fugir, mas outras informaram que ele foi preso. Retirada das armasEmbora o conflito tenha se intensificado, o primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh afirmou que pretende retirar as armas das ruas, após reunião com o presidente do Fatah, Mahmoud Abbas.A reunião aconteceu após a morte do coronel Mohammed Ghayeb, que chefiava o Serviço de Segurança Preventiva dos aliados de Abbas ao norte de Gaza.

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