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Palestinos obtêm mais apoio europeu para votação na ONU

Depois da França, Áustria, Dinamarca e Espanha afirmaram votar pela mudança para 'Estado observador'

Reuters

28 de novembro de 2012 | 15h59

Mais países europeus se uniram à França nesta quarta-feira, 28, para apoiar a candidatura palestina a uma condição de Estado limitado, mas a Grã-Bretanha preferiu aguardar, dizendo que queria uma garantia de que os palestinos não processarão Israel no Tribunal Penal Internacional (TPI).

A concessão do título de "Estado observador" aos palestinos, a um passo da representação plena na ONU, lhes dará acesso à corte e a alguns outros organismos internacionais.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, lidera a campanha e diversos governos europeus estão ansiosos para lhe apoiar após um conflito de oito dias neste mês entre Israel e os islâmicos da Faixa de Gaza, que prometeram a destruição de Israel e se opõem aos esforços dele em direção à paz negociada.

Israel e aos Estados Unidos, que dizem que o único caminho genuíno para a obtenção de um Estado é por meio de um acordo de paz a partir de conversas diretas com o Estado judaico.

As negociações de paz estão emperradas há dois anos, principalmente por causa dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, que aumentaram, apesar de serem considerados ilegais pela maior parte do mundo. Abbas prometeu relançar o processo de paz imediatamente depois da votação na ONU, informou o Ministério das Relações Exteriores da Suíça, ao dar seu apoio a uma condição de Estado palestino mais pleno.

Com o apoio generalizado do mundo em desenvolvimento, parece certo que os palestinos ganhem a aprovação na Assembleia-Geral da ONU, composta por 193 membros, para a elevação de seu status na quinta-feira. Áustria, Dinamarca e Espanha afirmaram que votarão pela mudança no status diplomático depois que a França deu sua aprovação na terça-feira.

A Grã-Bretanha, que como França e Estados Unidos, é um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, disse que não vai se opor à ação, mas que precisa de mais garantias para dar seu total apoio. "A primeira delas é que a Autoridade Palestina deveria indicar um compromisso claro para voltar imediatamente às negociações sem pré-condições", disse o chanceler britânico, William Hague, ao Parlamento.

"A segunda garantia tem a ver com sua filiação a outras agências especializadas da ONU e a ações no Tribunal Penal Internacional", acrescentou ele. Grupos de direitos humanos afirmaram que essa posição contradiz com o compromisso declarado da Grã-Bretanha com a responsabilização pelos crimes graves.

"Pressionar os palestinos para que abandonem a justiça internacional está errado em princípio", defendeu o grupo Human Rights Watch, com sede em Nova York.

A Alemanha anunciou que vai se opor à candidatura palestina. Berlim tem laços estreitos com Israel e apoiou firmemente o direito de o país responder aos ataques de foguetes lançados da Faixa de Gaza durante a última onda de violência na região.

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