Palestinos pedem ao Brasil e à ONU boicote a armas de Israel

País é um dos cinco principais importadores de armas de fabricação israelense

Efe

08 de julho de 2011 | 11h30

JERUSALÉM - Representantes do movimento palestino Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel (BDS) entregaram cartas nesta sexta-feira, 8, ao escritório de representação diplomática do Brasil e à sede da ONU na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, com um pedido para que os governos ponham fim ao comércio de armas com Israel.

 

"Os jovens e a sociedade civil pedem ao governo brasileiro e à ONU que ponham fim a suas relações militares com Israel em todos os níveis, porque este comércio provoca violações dos direitos humanos dos palestinos", disse à agência Efe o palestino Ibrahim Yousef, coordenador do Comitê Nacional do BDS.

 

Este ativista indicou que o Brasil é um dos cinco principais importadores de armas israelenses, um comércio que mantém o desenvolvimento da indústria militar do Estado judeu e que, a seu entender, "é contrário à própria Constituição brasileira".

 

O movimento BDS agrupa mais de 100 organismos não-governamentais, sindicatos e organizações civis palestinas.

 

"Faz tempo que é necessário um boicote militar absoluto a Israel. Trata-se de um passo crucial para acabar com o uso da força criminosa e ilegal contra o povo palestino e outros povos e Estados na região e representa uma medida efetiva e não violenta para pressionar Israel a cumprir suas obrigações sob o direito internacional", diz o texto da carta.

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