Palestinos pedem libertação de militante islâmico

Centenas de palestinos protestaram hoje em frente a uma delegacia da Cisjordânia, pelo terceiro dia consecutivo, para exigir e libertação de um importante militante islâmico detido pelas forças de segurança do líder palestino Yasser Arafat. Em Jerusalém, a polícia israelense ampliou o contingente e a segurança enquanto cerca de 20 mil palestinos rezavam na mesquita de Al-Aqsa, terceiro mais importante santuário para o Islã, para marcar o início do mês sagrado do Ramadan.O ministro israelense da Defesa, Binyamin Ben-Eliezer, reiterou não ter planos de recapturar territórios palestinos ou tentar derrubar o governo de Arafat. Apesar das garantias de Ben-Eliezer, soldados israelenses entraram em duas áreas palestinas da Faixa de Gaza nesta sexta-feira, destruindo plantações e um posto da polícia palestina.Na cidade cisjordaniana de Jenin, cerca de 2 mil palestinos marcharam para protestar pela prisão, na quarta-feira, de Mahmoud Tawalbi, um importante membro do grupo Jihad Islâmica. Ele foi detido pelo chefe de segurança na Cisjordânia, Jibril Rajoub. Tawalbi é suspeito de ser o mentor intelectual de ataques suicidas em Israel.A manifestação foi pacífica. Participantes entregaram flores a policiais que guardavam uma instalação da polícia em Jenin, disseram testemunhas. Outras passeatas realizadas durante a semana tornaram-se violentas depois que os seguidores de Tawalbi entraram em choque com a polícia, disparando para o ar e atirando pedras e granadas. Apesar disso, não há informações sobre feridos.Em Israel, um palestino foi assassinado e outro foi ferido pela polícia na cidade de Ramle, disse o porta-voz policial Gil Kleiman. Segundo a Rádio Israel, os dois teriam entrado ilegalmente por Gaza há alguns dias e estariam planejando um ataque.Em Jerusalém, muçulmanos iniciaram o Ramadan e não há registro de incidentes. Apesar disso, palestinos reclamam que as forças de segurança de Israel impediram a entrada de muitos fiéis na cidade. A polícia informou ter impedido a entrada de jovens palestinos, mas permitiu o acesso de alguns palestinos mais velhos, apesar do bloqueio imposto por Israel contra a Cisjordânia.

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