Seth Wenig/AP
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Palestinos pedem que Israel 'aproveite oportunidade' do Quarteto

Grupo propôs nova agenda para retomada das negociações de paz no Oriente Médio

estadão.com.br

23 Setembro 2011 | 21h56

NOVA YORK - As lideranças palestinas pediram que Israel aproveite a oferta feita pelo Quarteto para o Oriente Médio nesta sexta-feira, 23, e retome as negociações de paz, informa a agência de notícias AFP. Os israelenses afirmaram que estão avaliando o programa do grupo, composto por Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Organização das Nações Unidas (ONU).
 

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"Estamos preparados para assumir nossas responsabilidades em virtude da proposta e do direito internacional", disse Saeb Erekat, principal negociador palestino para o processo de paz com os israelenses. "Esperamos que Israel aproveite a oportunidade", concluiu. Quase paralelamente, um alto oficial israelense admitiu que as autoridades de seu país "estão estudando a declaração do Quarteto".
 
O comunicado divulgado pelo grupo pede a apresentação de propostas compreensivas de ambos os lados em três meses para discutir as questões do território e da segurança da região. O Quarteto pede ainda "progressos substanciais" nessas reuniões dentro de seis meses.
 
A meta seria chegar a um acordo de paz antes do fim de 2012, indica a nota, elaborada depois da reunião entre o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o ministro de Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton.
 
Os prazos são estabelecidos no mesmo dia em que o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, apresentou à Assembleia-Geral da ONU sua proposta de reconhecimento do Estado palestino. Também nesta sexta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou a iniciativa palestina e advogou pela volta das negociações.
 
As negociações estão paralisadas desde setembro de 2010 e todos os esforços da comunidade internacional para impulsioná-las novamente foram em vão. Os palestinos pedem o fim da expansão dos assentamentos israelenses, enquanto Israel quer que a AP atenda a uma série de condições antes de voltar a dialogar.

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