Palestinos pedem que Israel se retire e permita eleições

Poucas horas depois do enterro de Yasser Arafat, o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, fez um apelo ao governo de Israel para que retire suas tropas das cidades da Cisjordânia, a fim de que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) possa promover eleições. "Queremos paz", disse Erekat. "Se vocês estão preparados para a paz, podemos fazê-la, podemos consegui-la. Queremos a paz e estamos comprometidos com a paz." Israel reocupou a maior parte das áreas autônomas da Cisjordânia em 2002, depois de uma onda de atentados suicidas palestinos ter causado a morte de dezenas de israelenses. Outro político influente, o ex-chefe da Segurança Preventiva na Faixa de Gaza, Mohammed Dahlan, disse que a decisão de pôr fim à violência está nas mãos de Israel. "Se vocês quiserem, haverá um cessar-fogo. Se não quiserem, não haverá", disse Dahlan ao diário israelense Yediot Aharonoth. Dahlan descartou o risco de uma guerra civil entre palestinos, provocada por disputas entre várias facções. "Isso não vai acontecer. Não há nenhum grupo capaz de tomar o poder pela força." Na sua avaliação, também não haverá luta entre as diversas forças de segurança da ANP. Depois de anunciada a morte de Arafat, na quinta-feira, os grupos radicais islâmicos Hamas e Jihad Islâmica emitiram comunicados destacando que continuarão com a luta armada contra Israel. No entanto, hoje, no Cairo, o chefe político do Hamas, Khaled Meshal - que vive no exílio, em Damasco -, iria reunir-se com líderes palestinos para discutir a administração da Faixa de Gaza depois da retirada israelense.

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