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Palestinos prometem vingar líder do Hamas

Jurando vingança, milhares de palestinos participaram hoje do cortejo fúnebre do extremista islâmico Mahmoud Madani, de 25 anos, que, segundo investigadores, foi morto por agentes secretos israelenses. Ontem, Madani foi morto com quatro tiros, pouco depois de deixar uma mesquita no campo de refugiados de Balata, na aldeia de Naplusa, Cisjordânia. Morreu horas depois em um hospital.O governador de Naplusa, Mahmoud Aloul, disse que soldados israelenses que utilizavam um automóvel com placas palestinas conseguiram se infiltrar em Balata e dispararam contra Madani. Segundo Aloul, outros soldados cobriram a operação de um posto militar na colina ao lado de Balata. As forças de segurança palestinas interrogaram cerca de 10 residentes do campo de refugiados, mas nenhuma detenção fora efetuada. "Israel utiliza a política de assassinatos para deter o levante, mas esta política apenas aumentará a revolta, não a deterá", afirmou Aloul, em referência aos cinco meses de violência que já causaram a morte de mais 400 pessoas, a esmagadora maioria de palestinos. Israel não comentou o assassinato de Madani, que era líder do grupo extremista Hamas.Também hoje, um assessor do primeiro-ministro eleito Ariel Sharon disse hoje que o novo governo não necessariamente cooperará com uma comissão internacional encabeçada pelo ex-senador americano George Mitchell, estabelecida para investigar a violência entre Israel e palestinos. O governo em exercício, do premier Ehud Barak, cessou sua cooperação com a comissão porque seu secretário realizou uma visita a um templo de Jerusalém, onde foi originada a luta atual, sem informar ao governo israelense.

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