Palestinos protestam contra prisão de líder

A detenção do líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Ahmed Saadat, cujos seguidores assassinaram um ministro israelense há alguns meses, provocou a reação de cerca de 800 manifestantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), hoje, em Ramallah. Eles acusavam o chefe da inteligência palestina, Tawfiq Tirawi de colaborar com a CIA. Protestos similares aconteceram em Belém e na cidade de Gaza. A demora da segurança palestina em localizar e prender Saadat aparentemente justificava a reclamação dos israelenses, que afirmavam que a Autoridade Palestina (AP) não fazia os esforços necessários para prender militantes e evitar novos ataques corta israelenses. Israel havia dito ao líder palestino Yasser Arafat que ele ficaria confinado na cidade de Ramallah até que os responsáveis pelo assassinato do ministro israelense de Turismo, Rehavam Zeevi, fossem presos. Israel afirma que os dois assassinos ainda estão soltos e reagiu com ceticismo à notícia da prisão de Saadat, dizendo que a AP mentiu, no passado, sobre a prisão de militantes. Hoje, o corpo de um morador palestino de Jerusalém foi encontrado dentro de seu carro nas proximidades do assentamento judaico de Shavei Shomron, na Cisjordânia. A vítima, que portava documento de identidade israelense e dirigia um veículo com placas israelenses, aparentemente foi vítima de uma emboscada palestina e os assassinos podem tê-lo confundido com um judeu, especulou a polícia. Os ataques ocorreram após a morte do líder miliciano palestino Raed Karmi em uma explosão de bomba atribuída a Israel. Os seguidores de Karmi disseram que vingariam a morte de seu líder com novos ataques contra o Estado judeu.

Agencia Estado,

16 Janeiro 2002 | 13h24

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