REUTERS/Moayad Zaghmout
REUTERS/Moayad Zaghmout

Palestinos que combatem o EI avançam em campo de refugiados da Síria

Os combatentes do Estado Islâmico tomaram uma grande parte de Yarmouk no início deste mês, estabelecendo um espaço na capital síria pela primeira vez

O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2015 | 18h42

DAMASCO - Combatentes locais em um campo de refugiados palestinos em Damasco avançaram nesta quarta-feira, 15, em confrontos com militantes do Estado Islâmico, duas semanas após o grupo extremista atacar a área, em sua mais profunda incursão pela capital síria, segundo uma autoridade palestina e um ativista.

O funcionário palestino Khaled Abdul-Majid, sediado em Damasco, afirmou que as facções palestinas forçaram os combatentes do Estado Islâmico a se retirar de algumas de suas posições no campo de Yarmouk. O ativista palestino Sami Hamzawi, oriundo desse campo e que vive atualmente fora da Síria, disse que o grupo Aknaf Beit al-Maqdis, afiliado ao Hamas, capturou vários prédios e atualmente está avançando sobre áreas que mantêm a nordeste de Yarmouk. Hamzawi disse estar em contato regular com moradores do campo.

Os combatentes do Estado Islâmico tomaram boa parte de Yarmouk no início deste mês, estabelecendo um espaço na capital síria pela primeira vez. Funcionários palestinos e sírios afirmaram que retomarão Yarmouk, uma área onde viviam 160 mil palestinos e sírios antes da guerra civil.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo que tem uma rede de ativistas pela Síria, relatou que houve intensos confrontos no campo. Segundo a entidade, o grupo Aknaf Beit al-Maqdis é apoiado por alguns combatentes sírios.

A incursão do Estado Islâmico começou em 1º de abril e foi a mais recente de uma série de provações para os moradores de Yarmouk, que enfrentaram a fome e doenças em meio a dois anos de cerco do governo. Também hoje, a agência estatal síria Sana afirmou que as forças do governo, apoiadas por aviões de combate, capturaram as vilas de Kfar Najad e Nahliya, na província de Idlib, noroeste do país. O Observatório afirmou que militantes lançaram um contra-ataque na área, em uma tentativa de retomar posições capturadas das forças do governo. / ASSOCIATED PRESS 

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