Palestinos querem Arafat em Belém no Natal

Palestinos chamaram hoje a atenção para a "perigosa escalada" da tensão caso Israel não autorize, pelo segundo ano consecutivo, o líder palestino, Yasser Arafat, a celebrar o Natal em Belém. O alerta veio depois de Raanan Gissin, assessor do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, ter dito que Arafat não deveria tentar assistir à Missa do Galo. Mas Gissin evitou afirmar que Israel o impediria de entrar na cidade.Numa violência incessante, um palestino de 28 anos, com problemas mentais, foi morto a tiros por soldados israelenses perto de um posto de vigilância militar, hoje na Cisjordânia. O Exército afirma que os soldados abriram fogo quando o homem se recusou a parar e começou a correr.No final de domingo, uma palestina foi morta, três de suas crianças - de 4, 7 e 14 anos - e outra mulher ficaram seriamente feridas por uma rajada de tiros na Faixa de Gaza, afirmaram médicos e testemunhas.Os militares disseram que os soldados viram um grupo de palestinos, alguns deles armados, se aproximando do assentamento judeu de Rafiah Yam, e os soldados abriram fogo. Os israelenses viram palestinos levarem embora quatro dos feridos, enquanto os outros dois fugiram. Mas uma testemunha palestina, Samir Abu Shahin, de 45 anos, disse que soldados israelenses abriram fogo contra o campo de refugiados de Tel Sultan, perto do assentamento. "A mulher e sua família estavam andando no meio da rua, eu a vi cair e o sangue se espalhar sobre seu corpo; não longe dela, duas crianças também caíram."Uma terceira criança também ficou ferida, afirmaram os médicos.Enquanto isso, a Suprema Corte de Israel suspendeu temporariamente os planos do governo de demolir 15 casas de palestinos na cidade de Hebron (Cisjordânia), a fim de abrir caminho para uma estrada mais larga que leve ao assentamento judaico. O governo tomou a decisão de demolir as casas depois que uma armadilha palestina em Hebron matou 12 israelenses. A corte vai ouvir o apelo em relação às ordens de demolição no dia 18 de dezembro.

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