Palestinos querem garantias e respostas dos EUA para retornarem ao diálogo

ANP cobra reconhecimento do Estado palestino e paralisação completa das colônias de Israel

estadão.com.br

14 de dezembro de 2010 | 09h58

JERUSALÉM - O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, quer "garantias e respostas" dos EUE antes de retornar às negociações de paz com Israel, informa nesta terça-feira, 14, o jornal israelense Haaretz, citando a agência de notícias AFP.

 

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Abbas deve se reunir nesta terça com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, que voltou à região para impulsionar o reinício do diálogo após mais uma paralisação por conta da retomada das construções dos assentamentos israelenses.

 

Uma fonte palestina próxima das negociações disse que Abbas espera receber respostas positivas de Mitchell em relação a uma carta enviada pelos negociadores árabes à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pedindo "garantias e respostas antes da retomada das negociações, diretas ou indiretas".

 

A carta supostamente apresenta duas precondições para a retomada do diálogo. A primeira delas seria que os EUA garantissem "a paralisação completa" das construções israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. A segunda seria o reconhecimento do Estado palestino com base nas fronteiras do período pré-guerra de 1967.

 

Mitchell se reuniu por aproximadamente três horas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na segunda-feira. A reunião foi considerada construtiva pelo gabinete de Israel.

 

O Estado judeu aprovou a decisão dos EUA de parar de pressionar pela fim das construções de novas colônias. A iniciativa americana foi tomada na semana passada, quando Washington desistiu de oferecer incentivos a Israel em troca da paralisação.

 

As negociações entre israelenses e palestinos foram paralisadas após o fim da moratória da construção de assentamentos decretada por Israel. Com a retomada das obras, palestinos se recusaram a seguir negociando e os israelenses se negaram a interromper a expansão das colônias, levando as conversas diretas, retomadas após 14 meses, novamente à estagnação.

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