Palestinos querem suspensão de Israel na Fifa

O conflito entre palestinos e israelenses abriu uma crise diplomática no mundo do futebol. As autoridades palestinas apresentaram uma moção para suspender Israel de todas as competições de futebol, numa decisão que será votada na próxima semana em Zurique. Temendo uma exclusão, o assunto saiu da esfera esportiva para a diplomática. A chancelaria israelense tem feito contatos pelo mundo para impedir que, na votação, Israel perca o direito de competir em jogos oficiais.

JAMIL CHADE , CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2015 | 02h02

Num esforço para evitar o boicote ao país no esporte mais popular do mundo, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, elogiou a Fifa em um encontro com o presidente da entidade, Joseph Blatter. O cartola hoje estará com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e levará uma mensagem dos israelenses para tentar chegar um acordo que evite a votação.

"O esporte é um veículo de boa fé entre nações", disse Netanyahu a Blatter. "O que poderia destruir a Fifa é sua politização. Se você politizar com Israel, então as portas estarão abertas para outros casos e isso deteriorará essa grande instituição."

Netanyahu e Blatter discutiram formas de superar as tensões. O presidente da Fifa sugeriu organizar um amistoso entre as seleções palestina e de Israel. "O futebol deve conectar as pessoas, não separá-los", disse Blatter.

Em Ramallah as autoridades palestinas não estão dispostas a ceder. "O Congresso da Fifa deve colocar Israel numa encruzilhada", alertou o chefe da federação palestina de futebol, Jibril Rajoub.

Dificuldades. A iniciativa é uma resposta ao que os árabes alegam ser um bloqueio contra jogadores da seleção palestina em Gaza ou na Cisjordânia e violações das regras da Fifa. O campeonato local não pode ser realizado, pois o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza impede que os jogadores se enfrentem no torneio. Além disso, os palestinos se queixam de que Israel não permite a entrada de material esportivo em Gaza e nem que a seleção nacional - composta por jogadores dos dois territórios - possa treinar com toda sua equipe.

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