Palestinos rechaçam acusação dos EUA a Arafat

Os palestinos reagiram com irritação, nesta sexta-feira, à acusação da conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, de que Yasser Arafat não é sério em seu compromisso contra o terrorismo, e ao anúncio da Casa Branca de que o presidente George W. Bush não vai se encontrar com o líder palestino durante a Assembléia-Geral da ONU. Os palestinos acusaram os EUA de adotar as posições israelenses. "A ocupação de Israel é o nível mais elevado do terrorismo", disse, nesta sexta, a jornalistas, em Ramallah, o negociador Saeb Erekat. "A senhora Rice deveria ter falado antes de tudo do terrorismo que sofre a população palestina", afirmou. "Pelo que parece, as necessidades da política interna americana foram colocada acima do direito internacional, da legitimidade internacional, da segurança e estabilidade do Oriente Médio", acrescentou. Erekat afirmou que "a única coisa que não mudou depois dos atentados de 11 de setembro foi o tratamento que os Estados Unidos dão a Israel, de Estado acima da lei". Já o secretário do governo palestino, Ahmad Abdel Rahman, condenou a decisão de Bush de não se encontrar com Arafat na ONU. "Bush não se reunirá com o presidente Arafat, porque o primeiro-ministro (israelense) Ariel Sharon lhe pediu isso", afirmou.

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