Palestinos rejeitam construções em Jerusalém Oriental

Os palestinos irão estudar alternativas para as conversações de paz com Israel nos próximos dias, informou hoje uma autoridade da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), depois que Israel acendeu luz verde para a construção de 238 novas residências para judeus em Jerusalém Oriental, no setor da cidade ocupado em 1967, após quase um ano de obras discretamente paralisadas.

AE-AP, Agência Estado

16 de outubro de 2010 | 14h41

Entretanto, é improvável que os palestinos tomem qualquer atitude importante antes das eleições legislativas nos EUA em 2 de novembro, depois que os líderes árabes já prometeram à administração de Barack Obama mais tempo para tentar recomeçar as negociações. A principal intenção do comunicado divulgado hoje pelas autoridades palestinas é advertir que os esforços de paz de Washington estão com sérios problemas.

As negociações estão sob impasse desde o último dia 26, quando Israel rejeitou prorrogar a moratória de dez meses sobre construções na Cisjordânia. Oficialmente, a medida não incluía Jerusalém Oriental, que Israel anexou e considera parte de sua capital, mas na prática as obras pararam por falta de licenças.

Mesmo em escala mínima, a construção em Jerusalém dificulta os esforços de Washington para achar uma fórmula que mantenha vivo o processo de paz reiniciado há menos de dois meses. Os palestinos, apoiados pela ONU, não veem diferença entre Cisjordânia e Jerusalém Oriental, afirmando que ambas são áreas ocupadas.

Os palestinos querem estabelecer seu Estado na Cisjordânia e Jerusalém Oriental - territórios ocupados por Israel em 1967 - e disseram que não haverá negociações quando os assentamentos israelenses se expandirem em direção à estas regiões. Cerca de meio milhão de judeus vivem na Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Os palestinos criticaram duramente a decisão de Israel de permitir a construção de residências nessas áreas e tanto os EUA quanto a Rússia expressaram seu desapontamento quanto a decisão de Israel ao afirmarem que os novos planos de construção podem arruinar os esforços de resgatar as negociações de paz entre os dois povos.

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