Palestinos rejeitam oferta de Israel sobre construções em assentamentos

Premiê disse que manterá congelamento se palestinos reconhecerem Israel como 'Estado judeu'.

BBC Brasil, BBC

11 de outubro de 2010 | 16h03

Premiê sofre pressão externa para congelar assentamentos

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, ofereceu nesta segunda-feira renovar o congelamento em assentamentos judaicos na Cisjordânia em troca do reconhecimento por parte dos palestinos de Israel como um "Estado judeu".

As autoridades palestinas, no entanto, rejeitaram a proposta logo em seguida.

A oferta, feita em discurso no Parlamento israelense, ocorre em meio à retomada das negociações de paz na região, em que a questão dos assentamentos é considerada central.

"Se a liderança palestina disser, de forma inequívoca, que reconhece Israel como o Estado nacional do povo judeu, estarei pronto para reunir meu gabinete e pedir para uma nova moratória nas construções (nos assentamentos)", disse Netanyahu.

O primeiro-ministro vinha resistindo à pressão e aos pedidos dos EUA de renovar o congelamento dos assentamentos. Por outro lado, seus aliados e parcela da população defendem o direito de construir nos territórios.

Autoridades palestinas argumentaram no passado que reconhecer Israel como um Estado judeu comprometeria os direitos dos 20% da população israelense que não são judeus e anularia a possibilidade de 500 mil refugiados palestinos e seus descendentes retornarem ao país.

Impasse

Um negociador palestino de alto escalão disse nesta segunda-feira que os palestinos já reconhecem o Estado de Israel e que o verdadeiro impasse que ameaça os diálogos são os assentamentos em terras reivindicadas por palestinos, relata Wyre Davies, correspondente da BBC em Jerusalém.

Um congelamento temporário imposto por Israel em suas construções na Cisjordânia expirou no dia 26 de setembro, e os palestinos ameaçam abandonar as negociações de paz caso ele não seja renovado.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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