Palestinos responderão a plano de paz na próxima semana

Os palestinos apresentarão na próxima semana sua resposta a um plano de paz para o Oriente Médio proposto pelos Estados Unidos, informaram hoje autoridades locais, acrescentando que, apesar de algumas reservas, devem ser feitos todos os esforços para não sabotar a iniciativa. O plano pede reformas profundas na Autoridade Palestina, um recuo militar israelense, o congelamento das construções de assentamentos judaicos e a criação de um Estado palestino provisório já em 2003, seguida pela total independência em 2005.Enquanto isso, soldados israelenses matavam mais dois palestinos na Cisjordânia, nesta sexta-feira.O líder palestino Yasser Arafat diz que Israel não pode rejeitar o plano de paz - numa aparente resposta ao recém-empossado ministro de Relações Exteriores Benjamin Netanyahu, segundo o qual o americano de paz é irrelevante enquanto estiver pendente uma guerra com o Iraque.David Satterfield deverá ser enviado à região na próxima semana pela Casa Branca, para conversar sobre o plano de paz com as partes em conflito.O chamado "Quarteto" de mediadores (composto por EUA, Rússia, União Européia e Nações Unidas) deverá adotar uma versão final do plano em dezembro, após receber sugestões de palestinos e israelenses.Os palestinos vêm expressando algumas reservas, buscando congelar as construções de assentamentos judaicos num momento anterior ao que prevê o plano e mais garantias na transição entre uma fase e outra.Israel diz que não pode aceitar o chamado "mapa" para a paz em sua versão atual, argumentando que o progresso do plano não exige dos palestinos duros esforços para evitar atentados contra israelenses.Na Cisjordânia, soldados israelenses buscavam militantes no campo de refugiados de Tulkarem quando abriram fogo contra um suspeito que aparentemente tentava fugir, informou o Exército. Ferido, o homem foi levado a um hospital, onde morreu momentos depois. A vítima foi identificada como Rami Balawneh, de 25 anos.Nos arredores de Nablus, soldados abriram fogo contra um carro, assassinando Ahmed Ramadan e ferindo um passageiro. Segundo testemunhas, o Exército de Israel atacou sem ser provocado. Os militares estão investigando a denúncia.

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