ATTA KENARE/AFP
ATTA KENARE/AFP

Palestra de aiatolá criticado pela comunidade judaica está mantida, diz organização

Mohsen Araki, membro da Assembleia de Especialistas do Irã, busca lugar para falar sobre terrorismo depois de hotel canceler apresentação

O Estado de S.Paulo

27 Julho 2017 | 14h25

O Centro Islâmico no Brasil (Arresala) afirmou nesta quinta-feira, 27, que está mantida a palestra sobre terrorismo e radicalismo do aiatolá Mohsen Araki, clérigo xiita membro da Assembleia de Especialistas do Irã, marcada para o sábado, 29. Apesar disso, a organização do evento busca um local para sediá-lo depois de o Novotel Center Norte afirmar que  não abrigaria mais a palestra, alvo de críticas da comunidade judaica. 

Segundo o Arresala, até o final da tarde deve ser definido um novo local para a palestra, que não ocorrerá por problemas técnicos e de agenda. Nascido no Iraque, Araki é um dos 88 membros da Assembleia dos Especialistas - órgão responsável desde a Revolução Islâmica de 1979 por escolher o líder supremo do Irã. 

Na semana passada, a Federação Israelita de São Paulo divulgou nota repudiando a visita. A entidade atribuiu a Araki declarações exaltando a destruição do Estado de Israel, algo que o Centro Islâmico no Brasil nega. 

Na quarta-feira, líderes religiosos brasileiros publicaram uma carta condenando "qualquer discurso destinado a propagar o ódio entre nossas comunidades". O texto é assinado pelo cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, pelo presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs, dom Flávio Iraela, pelo rabino Michel Schelsinger, da Confederação Israelita do Brasil, e pelo xeque sunita Houssam Ahamad el Boustami, do Instituto Futuro da Comunidade Muçulmana. 

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