Palin defende o Tea Party, acusado por violência

Republicana, uma das principais vozes do conservadorismo americano, tenta se distanciar do atirador que matou 6 e feriu 14 em ataque no Arizona

, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2011 | 00h00

WASHINGTON

Sarah Palin, candidata republicana à vice-presidência dos EUA em 2008, chamou ontem de "libelo de sangue" as acusações de que Jared Lee Loughner, autor do massacre no Arizona, teria agido por razões políticas ao matar a tiros 6 pessoas e ferir outras 14, incluindo a deputada democrata Gabrielle Giffords.

Sarah é a voz mais importante do Tea Party, movimento ultraconservador americano. Alguns analistas afirmam que a retórica usada pelo movimento teria estimulado a violência.

Sarah também foi criticada por postar na internet um mapa dos EUA no qual os candidatos democratas que, segundo ela, deveriam ser derrotados nas eleições de novembro estavam assinalados com uma mira de revólver - entre eles estava o distrito eleitoral de Giffords.

"Especialmente nas horas trágicas que se seguiram, jornalistas e especialistas não deveriam fabricar libelos de sangue que só servem para incitar o ódio e a violência que pretendem condenar", afirmou Sarah em mensagem de vídeo divulgada na internet.

Os comentários de Sarah foram duramente criticados por líderes da comunidade judaica dos EUA. Segundo eles, o termo "libelo de sangue" era usado por cristãos na Idade Média que acusavam judeus de usar sangue em rituais religiosos. "O termo não é sinônimo de "acusação falsa"", reclamou Simon Greer, do Jewish Funds for Justice. "É um termo antissemita deplorável", afirmou David Harris, do Comitê Judaico Americano.

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