Palin nega divergências com McCain durante campanha

Palin afirmou que suas declarações haviam sido tiradas de contexto "de forma grosseira"

EFE,

08 de novembro de 2008 | 01h04

A ex-candidata republicana à vice-Presidência dos Estados Unidos Sarah Palin negou nesta sexta-feira, que tenha tido divergências com seu companheiro de chapa, o senador republicano John McCain, durante a campanha para as eleições, vencidas terça-feira pelo democrata Barack Obama. "Isso não é verdade", disse à "CNN" a governadora do Alasca, que falou com a emissora de seu estado natal. Segundo a rede de televisão "Fox News", que citou fontes anônimas, na campanha republicana surgiram dúvidas sobre o preparo de Palin para assumir o cargo de vice-presidente do país. Como exemplo, a "Fox" disse que Palin não sabia que a África era um continente nem as nações signatárias do Tratado de livre-comércio da América do Norte (Nafta). Palin afirmou que suas declarações haviam sido tiradas de contexto "de forma grosseira". Além disso, afirmou que aqueles que fizeram isso "não eram profissionais (...)", mas "imbecis". Ao se referir às supostas tensões com a equipe de McCain, a porta-voz de Palin, Meghan Stapleton, classificou-as como "mórbidas". "As acusações que ouvimos e lemos não são verdadeiras, e como negamos estas denúncias anônimas, não há nada específico que possamos responder", disse Stapleton. A porta-voz acrescentou que têm "a mais alta consideração pelo senador John McCain" e que "foi uma honra para a governadora Palin ter sido considerada para ser sua companheira de chapa". Segundo o ex-senador da Pensilvânia Rick Santorum, as acusações contra Palin são uma tentativa de pintá-la como um bode expiatório para a derrota de McCain. Em declarações a "Fox News", Santorum pediu que McCain pessoalmente rebatesse as críticas contra a governadora. "Foi ela quem imprimiu dinamismo à campanha. (...) Agora tentam responsabilizá-la (pela derrota dos republicanos). John McCain deveria dizer que isso é ridículo e esclarecer a situação", acrescentou.

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