REUTERS/Marco Bello
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Panamá anuncia suspensão de operações de companhias aéreas venezuelanas

Resolução está sustentada “no princípio de reciprocidade”, diz governo; Na última sexta-feira, Maduro suspendeu voos de empresas panamenhas, atingindo o presidente do país, Juan Carlos Varela

O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 04h12

CIDADE DO PANAMÁ – O Panamá anunciou nessa terça-feira, 10, a suspensão das operações das companhias aéreas venezuelanas no país, no marco de uma crise diplomática bilateral que já levou à retirada dos respectivos embaixadores. A medida entrará em vigor no próximo 25 de abril e será prorrogável por mais 90 dias.

As companhias aéreas suspensas são Aeropostal Alas De Venezuela, S.A., Avior Airlines, Consorcio Venezolano De Industrias Aeronáuticas y Servicios Aéreos, S.A. (Conviasa), Línea Aérea De Servicio Ejecutivo, Regional, Laser, Rutas Aéreas De Venezuela, S.A. (Ravsa), Santa Bárbara Airlines, Turpial Airlines, C.A., segundo  comunicado da presidência panamenha.

"A medida entrará em vigência a partir de 25 de abril de 2018", e será aplicada com base na Lei 48 de 26 de outubro de 2016, que faculta ao Conselho de Gabinete a possibilidade de propor e optar por medidas recíprocas para salvaguardar os interesses econômicos e comerciais da República do Panamá, detalhou o governo.

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A resolução está sustentada "no princípio de reciprocidade que rege as relações internacionais", disse o governo do presidente Juan Carlos Varela. 

A Venezuela suspendeu desde sexta-feira passada, 6, e também por 90 dias prorrogáveis, os voos da companhia aérea panamenha Copa saindo e chegando no país, como parte das medidas que congelam as relações comerciais e econômicas com um grupo de funcionários, incluindo o presidente Juan Carlos Varela, e 46 empresas panamenhas.

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A medida foi uma retaliação à publicação de uma lista panamenha de 55 pessoas venezuelanas politicamente expostas, entre elas o presidente Nicolás Maduro, consideradas de "alto risco" de lavagem de dinheiro.

O governante panamenho já havia criticado Maduro por ter suspendido os voos da Copa, porque essa medida afeta principalmente à população da Venezuela, imersa em uma crise generalizada pela falta de alimentos e remédios e uma hiperinflação que levou milhares a fugir do país. //EFE

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