Panamá é eleito membro do Conselho de Segurança

O Panamá foi eleito oficialmente nesta terça-feira membro não-permanente do Conselho de Segurança (CS) da ONU para o biênio 2007-2008, representando a América Latina e o Caribe. A escolha foi feita em uma votação realizada pelos 192 países da Assembléia Geral da ONU. O Panamá obteve 164 votos de apoio, com 9 abstenções, superando os dois terços da maioria requeridos, que eram de 120 sufrágios. O Panamá vai substituir a Argentina como membro não-permanente do CS, a partir de 1° de janeiro de 2007. A votação não era restrita, por isso os Estados-membros puderam votar em outros países, fato pelo qual a Venezuela obteve 11 votos, a Guatemala 4, e Barbados um. O Panamá foi o candidato de consenso apresentado pelo Grupo de Países da América Latina e do Caribe (Grulac), depois que Guatemala e Venezuela, que disputavam a cadeira, retiraram-se da disputa após 47 votações, nas quais não conseguiram os dois terços da maioria necessários para um deles ser escolhido. Assim, Panamá e Peru - que atualmente ocupa um assento não-permanente no Conselho, no qual permanecerá mais um ano - serão os dois países que representarão a região da América Latina e do Caribe no órgão de máxima decisão da ONU. Não é a primeira vez que o Panamá fez parte do CS. O país já ocupou o cargo anteriormente em quatro ocasiões, nos biênios 1958-1959, 1972-1973, 1976-1977 e 1982-1983. Guatemala e Venezuela propuseram o Panamá como candidato de consenso, já que nenhum tinha possibilidades de vencer as eleições para ocupar o posto, sendo a decisão ratificada depois pelo Grulac. Tanto Guatemala como Venezuela argumentaram que escolheram o país como candidato de consenso por ele funcionar como um tipo de articulador político e geográfico entre a América do Sul e a América Central, em um momento de forte polarização regional. O CS é composto por cinco membros permanentes, com direito a veto - EUA, Reino Unido, França, Rússia e China - e dez não-permanentes com mandatos de dois anos. Os assentos não-permanentes são distribuídos a países que representam os grupos regionais da ONU, e a metade dos postos se renova a cada ano. Em votações anteriores, a Assembléia Geral elegeu Itália e Bélgica, para representarem o grupo de países da Europa ocidental, substituindo Dinamarca e Grécia. Além disso, a África do Sul substituirá a Tanzânia na qualidade de representante do grupo de países africanos e a Indonésia ocupará o posto que o Japão vai deixar vago na representação do grupo asiático.

Agencia Estado,

07 Novembro 2006 | 15h51

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