Panamá perdoa e liberta acusados de tentar matar Fidel

A presidente Mireya Moscoso, em final de mandato, perdoou e libertou quatro exilados cubanos que eram acusados de tentar assassinar o presidente cubano Fidel Castro - entre eles Luis Posada Carriles, que Cuba afirma ser o maior terrorista do hemisfério. O governo cubano havia adiantado que tal iniciativa levaria ao rompimento automático de relações entre os dois países. A tevê estatal cubana anunciou hoje que transmitiria à noite um programa especial sobre Posada, mas não houve uma reação oficial imediata sobre os perdões. Moscoso, que entrega a presidência em 1º de setembro a Martin Torrijos, perdoou Posada, Gaspar Jimenez, Guillermo Novo e Pedro Remon. Numa entrevista coletiva, ela afirmou que agiu por "razões humanitárias", por temer que os homens fossem extraditados pelo futuro governo para "Venezuela ou Cuba, onde tenho certeza eles seriam mortos". Posadas é procurado tanto na Venezuela quanto em Cuba. Moscoso disse que os homens haviam sido levados mais cedo ao aeroporto da cidade, mas não revelou para onde eles viajaram. Martin Torrijos é filho do ex-presidente general Omar Torrijos, que tinha relações amistosas com Fidel e morreu num confuso acidente aéreo em 1981. No começo da semana, Moscoso negou denúncias do governo de Cuba de que ela já havia decidido perdoar os quatro exilados. Dizendo-se irritada com as acusações de Cuba, ela retirou o embaixador de seu país de Havana e ordenou que o embaixador cubano deixasse o Panamá. Autoridades cubanas afirmam que Posada, um ex-agente da CIA de 76 anos, liderou o plano para assassinar Fidel numa cúpula na Cidade do Panamá em novembro de 2000. Fidel já o chamou de "o pior terrorista do hemisfério".

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