Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Pandemia aprofunda as dificuldades de empresas de Trump

Hotéis, que já andavam vazios por causa da entrada do empresário na política, agora sofrem ainda mais com novo coronavírus

Joshua Partlow, David A. Fahrenthold, Jonathan O'Connell, The Washington Post

15 de junho de 2020 | 05h00

WASHINGTON  - De máscara no rosto, o diretor do principal hotel do presidente Donald Trump, na Pennsylvania Avenue, comemora. Depois de três meses brutais com quartos do hotel vazios e um número pequeno de funcionários, Mickael Damelincourt finalmente tinha alguma coisa festejar: os assentos na calçada para receber com segurança os clientes fãs de Trump. “Voltemos ao trabalho”, disse Damelincourt no Twitter em 28 de maio.

No dia seguinte, porém, Trump estava no seu bunker subterrâneo, com manifestantes aglomerados no centro de Washington, xingando o presidente e o experimento com os assentos do lado de fora do hotel foi adiado.

Com milhares de quartos do hotel vazios, mais de 2,8 mil funcionários estão de licença e houve cortes até de gastos pequenos. A empresa eliminou flores, chocolates e jornais no seu hotel em Nova York e nas áreas comuns do seu hotel em Chicago as luzes foram apagadas para economizar energia elétrica.

“Este não foi somente um rebaixamento”, disse Eric Danziger, diretor executivo a membros do conselho do hotel em Chicago no dia 22 de abril. “Foi um mergulho vertiginoso”.

Dos cinco hotéis de Trump que fornecem grandes receitas, quatro deles – em Miami, Las Vegas, Escócia e Irlanda – fecharam em março até maio. Mesmo antes da pandemia a presidência polarizadora de Trump já havia afetado o rendimento das suas empresas. Pelo menos dois hotéis – em Chicago e Miami –, reportaram uma drástica queda das operações depois que Trump entrou para a política. E o hotel da companhia em Washington agora está à venda.

Os hotéis nos Estados Unidos perderam 82% dos seus negócios no mês de abril em comparação com o ano passado, segundo a empresa de análises de dados hoteleiros STR. Os analistas dizem acreditar que o setor hoteleiro será um dos últimos a se recuperar já que as pessoas estão evitando viajar durante a pandemia. / THE W. POST, TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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