Bryan R. Smith / AFP
Bryan R. Smith / AFP

Pandemia do novo coronavírus deixa meio milhão de mortos

Casos de pessoas contaminadas superaram 10 milhões; Brasil é segundo em mortes e em contaminações

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2020 | 17h49

O mundo chegou à marca de meio milhão de mortes decorrentes do novo coronavírus neste domingo, 28. À medida que a pandemia avança nos Estados Unidos e Brasil, responsáveis por mais de um terço das mortes, a doença perde letalidade em países europeus e asiáticos, embora haja aumento nos casos.

Também neste domingo foram confirmados 10 milhões de casos no mundo. EUA, Brasil, Rússia e Índia responderam por cerca de metade das contaminações no planeta, de acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkins.    

Com o verão na Europa e nos EUA, imagens de praias cada vez mais cheias têm sido observadas. A reabertura gradual das fronteiras europeias faz os aeroportos terem mais movimento. As capitais veem novos fluxos de pessoas. Nos Estados Unidos, a proximidade da eleição de novembro coincide com a tentativa do presidente Donald Trump de dar um um ar de normalidade ao país, embora cerca de 30 Estados tenham registrado aumento no número de casos. O país chegou a 125 mil mortes. 

Conforme alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS), o desconfinamento e a reabertura não significam desaparecimento do vírus. A Alemanha, uma das primeiras nações a reabrir, não hesitou em decretar uma quarentena pontual após identificar um grande surto de coronavírus em um frigorífico no oeste do país. O nordeste da Espanha viu 250 novos casos - a maior parte de trabalhadores temporários que colhem frutas - e determinou quarentena na cidade de Fraga. 

A China, que registrou a primeira morte pelo vírus em Wuhan, em janeiro, vive um novo surto e determinou o confinamento de meio milhão de pessoas em uma região próxima a Pequim, a capital. O novo foco de casos ocorreu em um importante mercado de abastecimento. 

Apesar disso, Reino Unido, Itália, França e Espanha, que respondem por sete em cada dez mortes na Europa, têm avançado a cada semana rumo à vida mais próxima do normal. Pubs e restaurantes ingleses vão passar a servir pratos e bebidas em estacionamentos que viraram terraços. Paris reabriu nesta semana a Torre Eiffel, que não havia fechado tanto tempo desde a 2.ª Guerra. 

Na Ásia, a Índia avança rapidamente em números de casos e ultrapassou as 16 mil mortes. O Irã chegou a 10 mil. A Rússia, apesar de ser o terceiro país em número de casos - mais de 633 mil - registrou 9.060 mortes. 

Enquanto isso, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, avaliou que o pior momento da crise na Europa "provavelmente já passou". O mesmo cenário de reabertura tem sido visto, no entanto, em dezenas de cidades da região das Américas, apesar de nenhum sinal de desaceleração do vírus. A maior cidade da América do Sul, São Paulo, se prepara para abrir bares e restaurantes no início de julho. O Brasil passou de 57 mil mortes. / Com informações da AFP, NYT e Reuters 

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