U.S. Customs and Border Protection/Handout via REUTERS
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Pandemia e fentanil fazem EUA bater marca de 100 mil mortes por overdose, diz CDC

De acordo dados preliminares do órgão, a estimativa é de que foram registrados 100.306 óbitos causados por overdose entre abril de 2020 e abril deste ano

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2021 | 19h00

WASHINGTON - A pandemia e a popularização dos opioides sintéticos, como o fentanil, fizeram no ano passado os Estados Unidos superarem, pela primeira vez na história, a marca de 100 mil mortes por overdose de drogas num período de 12 meses, informou o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças do país (CDC, pela sigla em inglês) nesta quarta-feira, 17. 

De acordo dados preliminares do órgão, a estimativa é de que foram registrados 100.306 óbitos causados por overdose entre abril de 2020 e abril deste ano. Durante os 12 meses anteriores, a marca foi de 78.056 vítimas, o que representa aumento de 28,5%. 

Os opioides sintéticos, principalmente, o fentanil, seguem sendo o principal motivo de morte por overdose, representando quase dois terços dos casos (64%). Na comparação com o período de abril de 2019 e abril de 2020, houve alta de 49% nas vítimas de dose elevada do medicamento. O fentanil é 50 vezes mais forte que a morfina, por exemplo, e é vendido ilegalmente por ter efeitos semelhantes ao da heroína

Os dados divulgados hoje também mostraram que as mortes por overdose por metanfetamina e outros psicoestimulantes também aumentaram significativamente, em 48%. Já as mortes provocadas pelo consumo de doses elevadas de cocaína e analgésicos receitados também subiram na comparação com abril de 2019 e abril de 2020, no entanto, não tão drasticamente. 

Em comunicado divulgado pouco após a publicação das informações, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se comprometeu a fazer tudo o que estiver ao alcance para abordar a questão do vício e colocar fim à epidemia da overdose por drogas no país.

“Estamos fortalecendo a prevenção, promovendo a redução de danos, ampliando o tratamento e apoiando as pessoas em recuperação, assim como reduzindo a distribuição de substâncias nocivas em nossas comunidades. Não pararemos”, disse o presidente. / EFE

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