REUTERS/Rafael Marchante
REUTERS/Rafael Marchante

Portugal completa 1 ano de pandemia com redução de contágios

País registrou nesta segunda-feira o número mais baixo de novos casos confirmados desde setembro

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2021 | 13h00

LISBOA - A pandemia do novo coronavírus em Portugal completa um ano no momento em que o país registra uma redução no número de casos de contágio em razão do lockdown retomado no mês passado para evitar um colapso no sistema hospitalar.

Era 2 de março de 2020 quando o governo português confirmou o primeiro caso – um homem de 60 anos que esteve de férias no norte da Itália. Desde então, o país registrou 16.317 mortes e 804.562 infecções. 

Durante a primavera europeia (de março a junho), Portugal foi elogiado por seus indicadores reduzidos, por ter tido poucas centenas de infecções por dia e menos de 40 mortes diárias. Meses depois, na segunda onda, o país chegou a ter 6 mil contágios em um dia e o pico de mortes foi de 98. Agora, na terceira onda, o país chegou a ter cerca de 300 mortes por dia e mais de 16 mil contágios em 24 horas.

No entanto, Portugal registrou nesta segunda-feira o número mais baixo de novos casos confirmados desde setembro. Foram detectadas 394 novos contágios, segundo boletim da Direção-Geral de Saúde (DGS), elevando o total para 804.965 desde o início da pandemia. 

Desde 27 de dezembro, já foram administradas mais de 860 mil doses de vacinas em Portugal, que comprará cerca de 38 milhões de vacinas contra a covid-19, “muito mais” do que as necessárias, permitindo apoiar outros países, anunciou a ministra da Saúde, Marta Temido.

O lockdown e o estado de emergência, o nível de alerta mais alto possível no país, foram retomados em 15 de fevereiro e devem seguir até o dia 16. As fronteiras terrestres com a Espanha sofrem restrições e só têm autorização para atravessar caminhões de carga ou trabalhadores que vivem em um país e trabalham no outro. Apesar das restrições, a Espanha registrou em fevereiro 10.500 mortes por covid-19 – o maior número desde abril de 2020. 

Portugal também decidiu manter as restrições ao tráfego aéreo e só autoriza voos de e para países que compõem a União Europeia (UE) ou países associados ao Espaço Schengen. Todos os voos para outros países são permitidos apenas em caso de viagens essenciais. Voos vindos e com destino ao Brasil, Reino Unido e África do Sul estão proibidos em razão do surgimento de variantes do vírus.

Segundo o primeiro-ministro português, António Costa, será anunciado dentro de dez dias um plano de relaxamento de medidas, que ocorrerá de forma gradual, com as escolas sendo as primeiras a serem reabertas. Os especialistas que aconselham o Executivo acreditam que o confinamento deve ser mantido até que a quantidade de pacientes em UTIs seja reduzida a cerca de 240.

A população aguarda a reabertura com expectativas. O número de contágios vem caindo com o lockdown, assim como o de hospitalizações. Hoje há 2.165 pacientes hospitalizados com covid-19, dos quais 484 em terapia intensiva. No auge da terceira onda que atingiu Portugal no mês passado, os hospitais atendiam por vez quase 6.900 pacientes com covid, entre eles cerca de 900 em terapia intensiva. / EFE e AFP

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