Panetta afirma que puniu marines por agredir prostitutas em Brasília

O governo do presidente Barack Obama voltou a ser cobrado ontem por farras com prostitutas realizadas por funcionários norte-americanos em um país da América Latina. Desta vez, coube ao secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, explicar o que aconteceu com quatro fuzileiros navais que serviam na embaixada do país depois de supostamente agredirem uma garota de programa em Brasília no ano passado.

IURI DANTAS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2012 | 03h08

Panetta afirmou que "esse tipo de comportamento não é aceitável" em seu ministério, apesar de casos de mau comportamento se multiplicarem nos últimos anos. Segundo o chefe do Pentágono, que classificou a agressão como "incidente", os fuzileiros que contrataram garotas de programa em Brasília foram "severamente punidos" e mencionou que eles tiveram suas patentes rebaixadas.

Uma garota de programa denunciou à 3.ª delegacia policial de Brasília ter sido jogada de uma van em movimento, em dezembro, por militares dos EUA. A jovem disse à polícia que consumiu álcool e drogas na companhia de outras quatro amigas e quatro fuzileiros norte-americanos em 29 de dezembro. Ela disse que foi jogada do veículo e atropelada após discutir com o motorista.

O envolvimento com garotas de programa também levou à demissão de agentes do serviço secreto dos EUA no início do mês, na Colômbia. Eles teriam negligenciado padrões de segurança ao se divertirem com prostitutas no Hotel Caribe, em Cartagena das Índias, antes da 6.ª Cúpula das Américas, da qual Obama participou.

Em Washington, Obama também fez ontem referência ao incidente na Colômbia, durante uma entrevista para rede de TV NBC. "Esse grupo de cabeças-ocas não poderia ter deixado de lado sua função", afirmou.

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