Panetta defende resposta militar em ataque na Líbia

O secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse que a velocidade do ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, em setembro passado, impediu que as forças armadas dos EUA respondessem a tempo para salvar quatro americanos que foram mortos.

AE, Agência Estado

07 de fevereiro de 2013 | 15h05

Em um testemunho no Congresso que deverá ser o último dele antes de deixar o cargo, Panetta defendeu a resposta militar dos EUA em um caótico 11 de setembro, à medida que o governo do presidente Barack Obama tentava avaliar a ameaça de manifestações na Tunísia, Egito, em Trípoli, capital da Líbia, e outros países.

Ele insistiu que não houve sinais específicos de um ataque iminente à missão diplomática que matou o embaixador Chris Stevens e três outros americanos. Mas logo depois do ataque inicial, Panetta enviou várias equipes militares para Benghazi, incluindo marines da Espanha e uma força especial que estava treinando na Europa Central.

O testemunho dele ocorre mais de três meses após os Republicanos acusarem o governo Obama de ter ignorado sinais de uma deterioração da segurança em Benghazi e considerar um ato de terrorismo como mero protesto sobre um vídeo antimuçulmano no calor da campanha presidencial dos EUA. Funcionários de Washington suspeitam que militantes ligados à Al-Qaeda realizaram o ataque.

Perguntando sobre por que mais poder de fogo, como helicópteros ou jatos de caça, não foi enviado, ele disse que eles não estavam nas proximidades e seria preciso pelo menos entre 9 e 12 horas para serem enviados. "Foi simplesmente um problema de distância e tempo", afirmou.

Panetta testemunhou diante do Comitê de Serviços Armados do Senado. As informações são da Associated Press.

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