Pânico chega à OMC e ameaça reunião do Catar

O medo pânico de um ataque bioterrorista chegou à sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. A secretaria da OMC, temendo ser alvo de um atentado bacteriológico, ordenou que todos os funcionários que recebem as cartas enviadas à organização passassem a usar luvas, e a segurança do edifício foi reforçada. O temor ocorre a menos de um mês da reunião ministerial da OMC, que está marcada para ocorrer em Doha, capital do Catar, entre os dias 9 e 13 de novembro, contribuindo para aumentar a polêmica em torno de uma eventual mudança de local. Muitos diplomatas temem que a conferência seja alvo de atentados terroristas, já que o país fica entre duas bases militares dos Estados Unidos, à beira do Golfo Pérsico. Rumores nos corredores da OMC apontam que os próprios negociadores norte-americanos estariam ameaçando não comparecer à reunião no Catar, e o evento poderia ser transferido para outro país. Cingapura é a opção mais comentada, mas não está descartada a possibilidade de uma reunião em Genebra, México ou no Canadá. O governo do Catar, mesmo assim, continua afirmando que não irá cancelar a conferência e que um adiamento acarretaria enorme prejuízo. Em Xangai, onde participa do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, grupo que reúne 21 países, o representante de Comércio Exterior dos EUA, Robert Zoellick, defendeu que o encontro seja realizada em outro país em razão da "incerteza e do risco" que existem no Oriente Médio em virtude da resposta militar dos EUA ao Afeganistão. Para transferir o local de realização do encontro, seria necessário que todos os 142 países membros da OMC aprovassem a mudança, um consenso que ainda não foi atingido. Leia o especial

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