Panorama humanitário na Colômbia é desolador

Organizações sociais denunciaram que a crise humanitária na Colômbia se aproxima de níveis de barbárie. "Em 1998 se calculva que 10 pessoas morriam diariamente devido à violência sociopolítica. Em 2000, o número cresceu para14. Estamos projetando que este ano chegue a entre 18 e 20 vítimas por dia", disse Andrés Sánchez, da Comissão Colombiana de Juristas (CCJ). Entre os supostos autores destes atentados contra a vida 77,51% são ligados a grupos paramilitares; 20,5% são ligados à guerrilha e 2,44% a grupos estatais, afirmou a CCJ, organizaçãonão-governamental (ONG) com status consultivo junto às Nações Unidas. Uma conseqüência direta do aumento dos massacres é o deslocamento forçado da população, principalmente nas zonas rurais, que em 2000 aumentou de um modo que não ocorria hádécadas. "Cerca de 317 mil pessoas, integrantes de 65 mil lares, juntaram-se ao já imenso fluxo de migração interna dos colombianos", disse Jorge Rojas, da Consultoria para os Direitos Humanos e os Refugiados (CODHES). A entidade afirma queem 15 anos uns dois milhões de colombianos deixaram seus lares fugindo da violência. "O fenômeno se caracterizou em 2000 pelo incremento dosêxodos em massa, atingindo as fronteiras do país com Equador,Panamá e Venezuela, e pela atomização do fenêmeno; agora há maismunicípios de chegada (a que chegam os refugiados) e maismunicípios que expulsam (sua população)", afirmou Rojas. Também triplicou o número de pessoas "desaparecidas".Segundo a Associação dos Familiares de Detidos e Desaparecidos,a cifra de vítimas desses delitos foi de 238 em 1999, subindo em2000 para 664.

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