Papa aceita renúncia do bispo alemão suspeito de pedofilia

Walter Mixa admitiu que maltratou menores e colocou seu cargo à disposição depois de denúncia de vítimas

EFE

08 Maio 2010 | 08h09

O papa Bento XVI aceitou a renúncia do bispo de Augsburgo (Alemanha), Walter Mixa, que colocou seu cargo à disposição da Santa Sé após admitir que maltratou menores e também é investigado por suposto caso de pedofilia.  

 

Como informa hoje a Santa Sé em um breve comunicado, o Pontífice aceita a renúncia de Mixa, que era bispo militar do Exército alemão, com base no artigo 401/2 do direito de código canônico, pelo que "se roga encarecidamente" aos prelados que apresentem sua renúncia "por doença ou outra causa grave que afete sua capacidade de desempenhar suas funções".

Mixa apresentou sua renúncia em carta pessoal ao papa em 21 de abril, após admitir ter maltratado menores em uma residência infantil da Baviera quando era pároco, uma confissão feita depois da denúncia de vítimas.

 

Somam-se a este episódio outra investigação da Promotoria de Ingolstadt por um suposto caso de pedofilia, cuja denúncia, conforme informa hoje o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, procedeu da própria diocese do prelado.

 

As investigações da Promotoria correspondem, conforme a imprensa alemã, a um caso relativo ao período 1996-2005, quando Mixa era bispo da diocese bávara de Eichstätt.

 

O advogado do bispo desmentiu ontem em comunicado as acusações de abusos sexuais, que classificou de "absolutamente infundadas".

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