Papa almoça com pobres e condena ataque contra igreja

O papa Bento XVI almoçou hoje com cerca de 250 pessoas de poucos recursos, em uma refeição após o Natal, pouco após lamentar os recentes atos de violência contra fiéis em várias partes do mundo, qualificados por ele como "absurdos". Antes da refeição, Bento XVI deu sua bênção dominical da janela de seu escritório, enviando uma mensagem condenando os ataques realizados no dia do Natal contra religiosos nas Filipinas e na Nigéria.

AE, Agência Estado

26 de dezembro de 2010 | 15h08

O pontífice se referiu também ao suicida que matou ontem cerca de 45 pessoas em um centro de distribuição de alimentos no Paquistão. "Uma vez mais, a terra está manchada de sangue", lamentou. Uma bomba explodiu durante uma missa de Natal em uma capela no interior de um campo da polícia no sul filipino, deixando feridos o sacerdote e 10 fiéis. Também ontem, seis pessoas morreram em ataques contra duas igrejas no norte da Nigéria, realizados por membros de seitas muçulmanas.

O pontífice pediu que se abandone o caminho do ódio e se encontrem "soluções pacíficas para os conflitos". No ano passado, o papa foi a um dos lugares em que alimentos são distribuídos para os pobres em Roma. Neste ano, almoçou dentro do salão principal de audiências do Vaticano com convidados humildes.

Junto ao papa e seus convidados comeram cerca de 250 monges, seminaristas e sacerdotes da ordem de Missionários da Caridade da Madre Teresa, que dirige os refeitórios populares em Roma. O menu incluiu lasanha com molho à bolonhesa, pedaços de vitela com batatas assadas, um tradicional bolo amarelo de Natal com pedaços de chocolate e chantilly, além de café.

Bento XVI destacou que no domingo seguinte ao Natal tradicionalmente se celebra a família, tomando como base o nascimento de Jesus Cristo. Ressaltando sua condenação do casamento gay e do aborto, o papa enfatizou que cada criança merece uma mãe e um pai que o amem e o recebam como um presente. "Isso é o que dá segurança às crianças e, à medida que crescem, permite a elas descobrir o sentido da vida", afirmou. As informações são da Associated Press.

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