Papa aprova milagre de Madre Teresa

O papa João Paulo II aprovou nesta sexta-feira um milagre atribuído a Madre Teresa de Calcutá, o que permitirá dar início a seu processo de beatificação. O milagre atribuído a Madre Teresa foi o de interceder para a recuperação de uma jovem indiana, Monica Besra, que sofria de tumor estomacal. Graças a esse milagre, Madre Teresa poderá ser beatificada em 19 de outubro de 2003, disse sua ordem religiosa. Para ser canonizada, Madre Teresa precisa ter mais um milagre reconhecido. A recuperação da jovem indiana, depois que se colocou uma imagem da madre Teresa sobre seu estômago, foi considerada sem explicação médica por uma comissão de especialistas consultados pelo Vaticano. Na sede central, em Calcutá, da ordem Missionárias da Caridade, fundada por Madre Teresa, as freiras se congratularam com a notícia e distribuíram doces para uma centena de crianças órfãs, em celebração. O sacerdote Brian Kolodiejchuk, encarregado de supervisionar o processo de beatificação, disse que a revisão das virtudes da Madre Teresa também continha críticas contra a religiosa. João Paulo, em cujo papado mais de 460 pessoas já foram canonizadas, tem grande estima por Madre Teresa e dispensou o caso da religiosa do habitual período de cinco anos de espera, iniciando o processo que pode levá-la à santidade um ano depois que a freira morreu, em 1997, aos 87 anos. No entanto, um dos maiores detratores de Madre Teresa, o jornalista britânico Christopher Hitchens, que prestou declarações em seu processo de beatificação, acusou a religiosa de consolar e apoiar os endinheirados, e poderosos enquanto pregava resignação aos pobres. O jornalista criticou Madre Teresa por ter elogiado o ditador haitiano Jean Claude Duvalier e por receber doações do financista americano Charles Keating. Madre Teresa, cujo nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu em 26 de agosto de 1910, em Skopje, na Macedônia. Em 1928, tomou os hábitos da ordem de Loreto e em 1946, quando ia de trem de Darjeeli para Calcutá, inspirou-se para fundar o ordem das Missionárias da Caridade. Ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1979 por seu trabalho com pobres e enfermos em Calcutá e em outros países do mundo, obra em que continuou trabalhando mesmo depois de adoecer.

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