REUTERS/Lucas Nunez
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Papa ataca ideologias e pede economia com rosto humano

Declaracoes foram respostas a perguntas feitas por seis representantes de setores sociais, entre eles estudantes, empresários, agricultores e indígenas

Rodrigo Cavalheiro ENVIADO ESPECIAL / FORMOSA, ARGENTINA, O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2015 | 19h46

O papa Francisco culpou na noite deste sábado, 11, as ideologias pela existência de ditaduras e intolerância. No penúltimo dia de sua viagem pela América Latina, diante de representantes de distintos grupos da sociedade paraguaia, ele ainda pediu em Assunção uma economia com rosto mais humano. As declarações foram respostas a perguntas feitas por seis representantes de setores sociais, entre eles estudantes, empresários, agricultores e indígenas.

"As ideologias terminaram mal, não funcionaram. Elas têm uma relação incompleta, má com o povo", afirmou. "Elas terminaram em ditaduras. Porque pensam pelo povo, não deixam o povo pensar. É aquele sistema: 'tudo pelo povo, mas nada com o povo'", acrescentou, provocando aplausos da plateia de 2 mil assistentes, na qual estava o presidente Horacio Cartes.

O tom de seu discurso foi mais forte do que o usado na missa para 1 milhao de fiéis no santuário de Caacupé, a 54 quilômetros da capital, onde valorizou a mulher paraguaia, que a seu juízo reergueu o país após a Guerra do Paraguai (1864-1870). 


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