Papa chega à Polônia, onde visitará campos de concentração

A Polônia recebe o papa Bento XVI com grande comemoração nesta quinta-feira, onde o pontífice fará quatro dias de viagem para homenegear a memória de seu predecessor, João Paulo II, e tentar curar as chagas da II Guerra Mundial. A visita tocará em uma das mais doloridas memórias do passado europeu, incluindo uma visita ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde os nazistas assassinaram mais de 1,5 milhões de pessoas, em sua maioria judeus."Juntos oremos para que as feridas do século passado sejam curadas, graças à bênção de Deus, que em sua clemência, pediu que nos perdoemos a todos", disse Bento XVI.O papa, questionado por jornalista a bordo do avião papal sobre como se sentia sobre a visita ao campo de Auschwitz, sendo ele um alemão, Bento disse: "Eu sou, acima de tudo, um católico. Devo dizer que este é o ponto mais importante".Ao chegar, o papa fez um discurso dizendo que "há muito tempo queria fazer esta visita ao povo de seu amado predecessor".Em uma reunião com o clero local, Bento lembrou que João Paulo sempre deu grande importância ao pedido de desculpas pelos pecados cometidos pelos católicos durante os séculos."É necessária uma humilde, sinceridade em não negar os pecados do passado, mas, ao mesmo tempo, precisamos não deixar que acusações se edifiquem sem evidências reais, ou sem o cuidado de se lembrar que eram outros tempos e outras circunstâncias", lembrou o papa.A multidão estava entusiasmada, mas menor do que nas viagens de João Paulo II, sendo apenas uma longa coluna seguindo a sua rota e se espalhando nas ruas ao redor.Jadwiga Gasiar, 69 anos, que segurava uma bandeira com o brasão papal disse: "Eu não sinto a mesma coisa com esse papa", ela disse. "É um sentimento diferente agora, mas ele ser alemão não influencia em nada".

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