Papa clama pelo fim do "doloroso Calvário" de Belém

O papa João Paulo II expressou hoje, pela segunda vez em 24 horas, sua preocupação pela situação no Oriente Médio e pediu que se ponha fim ao "doloroso Calvário" que está vivendo a cidade de Belém, na Cisjordânia. "Convido a orar hoje em particular pelos habitantes de Belém, a cidade onde nasceu Jesus, que está atravessando horas de dificuldade e grande perigo", disse o papa na mensagem de Páscoa tradicionalmente transmitida ao meio-dia da segunda-feira após o domingo em que se comemora a Ressurreição de Cristo. Tanques israelenses entraram hoje na cidade de Belém, estacionando a cerca de 500 metros da Igreja da Natividade, construída no local considerado como o do nascimento de Jesus. "Ouvi notícias tristes e preocupantes que perturbaram o dia de Páscoa, que deveria ser um dia de paz, felicidade e vida", disse o papa aos peregrinos que foram hoje à Praça de São Pedro. "O papa, com grande dor e preocupação, está próximo dos nossos irmãos e irmãs e de toda a Igreja, que reza e trabalha para pôr fim a este doloroso Calvário rapidamente", disse o pontífice. Ontem, em sua mensagem do domingo de Páscoa, João Paulo havia dito que parecia que se havia declarado guerra à paz e fez um apelo para pôr fim ao que definiu como "uma espiral de abuso de poder e violência".

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