Papa começa na Jordânia viagem pelo Oriente Médio

Visitando pela primeira vez a região, pontífice irá se reunir com refugiados da Síria e do Iraque

Suleiman Al-Khalidi - Reuters,

24 Maio 2014 | 08h19

AMÃ - O papa Francisco chega à Jordânia neste sábado, 24, para iniciar uma intensa viagem de três dias pelo Oriente Médio, levando esperança à decrescente população cristã e um apelo aos membros de todas as religiões para trabalharem juntos pela paz.

"Esta não é uma visita protocolar", disse o patriarca Louis Sako, principal autoridade da Igreja no Iraque, a repórteres em Amã na véspera da visita.

"Este papa sente a dor dos cristãos, e a sua chegada neste momento, quando povos desta região estão passando por conflitos, matanças e destruição, é uma mensagem de convívio. É um apelo para que todos da região tenham a coragem de rever suas posições, sair desta crise sufocante", disse.

A população cristã vem diminuindo de forma constante em todo o Oriente Médio há gerações. As recentes revoltas árabes, a guerra civil na Síria e o crescimento do Islã radical só estão acelerando esse processo.

Em Israel e na Cisjordânia ocupada, mais cristãos palestinos pensam em partir, culpando Israel por reduzir as suas perspectivas econômicas e limitar a sua liberdade de movimento.

"Estamos esperando impacientemente por uma palavra do papa que fortaleça a moral. As pessoas nas ruas perguntam que mensagem o papa irá trazer", disse Sako.

É a primeira visita de Francisco, líder da comunidade de 1,2 bilhão de católicos do mundo, à região.

Depois de se encontrar com o rei Abdullah e celebrar uma missa em um estádio de Amã, o pontífice irá se reunir com refugiados da Síria e do Iraque na Betânia, às margens do rio Jordão, o local onde Jesus foi batizado, de acordo com a tradição.

Na manhã de domingo, Francisco irá de helicóptero a Belém, uma visita de seis horas ao que o programa oficial do Vaticano chama de "Estado da Palestina", uma terminologia que Israel rejeita.

Em 2012, o Vaticano revoltou Israel ao apoiar uma votação na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas para dar aos palestinos um status de reconhecimento como Estado. Israel argumenta que tal mudança só pode ocorrer por meio de negociações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.